Neste 29 de janeiro de 2026, o Brasil e o mundo do esporte se curvam diante de um ícone que transformou o gramado em tela e a bola em poesia. Romário de Souza Faria, o nosso eterno “Baixinho”, completa 60 anos.

Para o Arts News, celebrar Romário não é apenas falar de futebol; é falar sobre a estética do movimento, a precisão cirúrgica e a audácia de um artista que nunca aceitou menos do que a perfeição dentro das quatro linhas.

O Minimalismo do Gol

Se o futebol fosse pintura, Romário seria um mestre do minimalismo. Enquanto outros precisavam de quilômetros de corrida e força bruta, o Baixinho precisava de um metro quadrado. Seus gols não eram apenas arremates; eram soluções geométricas.

O “biquinho” na Copa de 94, o drible de corpo que deixava defensores perdidos como se estivessem em um labirinto, e a calma imperturbável diante do goleiro são marcas registradas de um talento que transcende o físico. Romário provou que a inteligência espacial é, sim, uma forma de arte.

De Vila da Penha ao Olimpo do Barcelona

A trajetória de Romário é o clássico roteiro de superação, mas com um toque de arrogância divina que só os gênios possuem.

  • O Início: No Vasco da Gama, onde o mundo começou a notar que o tamanho era um detalhe diante da sua grandeza.
  • A Europa: No PSV e, principalmente, no “Dream Team” de Johan Cruyff no Barcelona, ele elevou o nível do jogo. Cruyff, um esteta do futebol, definia Romário como “o mestre da pequena área”.
  • O Tetracampeonato: 1994 foi o seu magnum opus. O Brasil respirava o seu talento, e ele entregou a obra completa, carregando uma nação nas costas com a leveza de quem sabe que nasceu para brilhar.

O Personagem Além do Atleta

Aos 60 anos, Romário mantém a mesma língua afiada e a confiança que o tornaram uma figura mítica. Entre o milésimo gol e a carreira política, ele nunca deixou de ser o homem que desafia a lógica. Ele é a prova viva de que a personalidade é o que separa um bom jogador de um ícone cultural.

Hoje, Romário não é apenas um ex-atleta; é um patrimônio da identidade brasileira. Alguém que ensinou que ser “folgado” pode ser uma virtude, desde que você tenha o talento para sustentar cada palavra.


“Deus apontou para mim e disse: ‘Esse é o cara’.” — Romário, definindo sua própria trajetória com a modéstia de quem mudou a história do esporte.

Parabéns, Baixinho! Portal Internacional Arts News e seu CEO Carlos Guilherme Cordovil deseja vida longa muita saúde e benção sem medidas.

Tendência