Homem que invadiu campo no qatar fez o mesmo no brasil 2014. Na invasão do campo Portugal X Uruguai o homem invadiu com bandeira LGBT+ no país que é conhecido por leis anti-lgbts.

Mario Ferri, italiano de 35 anos que protagonizou a cena, se pronunciou em suas redes sociais após o ocorrido. “Quebrar as regras por uma boa causa nunca é crime”, disse o torcedor. O jogo entre as seleções de Portugal e Uruguai, na última quarta-feira (28), foi interrompido após a invasão no gramado. Na ocasião, Mario com uma bandeira LGBT+, entrou no campo aos cinco minutos do segundo tempo, no jogo pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo.
Além da bandeira arco-íris, ele também vestia uma camisa pedindo respeito às mulheres iranianas nas costas e com a inscrição “Salve a Ucrânia” na frente. Mário Ferri, apelidado como “Falcão“, já conhecido por invadir gramados em jogos de futebol com a camisa do Super-Homem. Em Copas do Mundo, o italiano já invadiu o campo em 2010, durante a semifinal entre Espanha e Alemanha; e em 2014, nas oitavas de final entre Bélgica e Estados Unidos, de acordo com o ge.
Os símbolos LGBT+ viraram centro de muita discussão na Copa do Mundo do Catar, devido ao tratamento dado no país a pessoas pertencentes as letras da sigla. A polêmica cresceu após a proibição da Fifa ao uso da braçadeira “One Love”, que tem símbolos coloridos em apoio à diversidade. Além disso, muitos torcedores iranianos têm usado os jogos para protestar contra a polícia da moralidade iraniana, após a morte da jovem Mahsa Amini, de 22 anos, presa por por supostamente violar leis do Irã que exigem que as mulheres cubram os cabelos com um hijab.
A Fifa proíbe qualquer manifestação de cunho político nos jogos da Copa do Mundo. No entanto, algumas seleções encontraram formas criativas de driblar o veto: os jogadores do Irã não cantaram o hino do país na estreia; os jogadores da Alemanha taparam a boca antes de uma foto pré-jogo; e a Inglaterra vem ajoelhando no gramado antes de cada partida.

Mario, em determinado momento após o acontecido, ainda lembrou a atitude da Fifa de punir uma possível exibição da braçadeira de capitão com as cores do arco-íris para capitães de algumas seleções na Copa do Mundo. E foi irônico.
“É preciso muita coragem para exibir essa bandeira (do arco-íris) aqui, em um mundo arábico perigoso. Vetaram Neuer, vetaram todos os capitães, mas não a mim. O Falcão pousou”, disse.
Na entrevista coletiva, o meia Bruno Fernandes, eleito melhor em campo na vitória de Portugal, foi questionado sobre o protesto de Ferri. O português disse que os jogadores em campo sequer notaram do que se tratava o ato. E pensou que pudesse ser algum fã de Cristiano Ronaldo.
– Não tenho grande opinião sobre isso. Nem reparei. Com a loucura do jogo, o foco e a concentração no jogo acabei por não reparar a mensagem que ele pudesse passar em campo. Já falei sobre isso, todos que aqui estamos na seleção respeitamos todos os direitos humanos. Mas são questões políticas em que nós não temos muita força. Não podemos mudar nada. Não reparei qual foi motiva da invasão, se foi para tirar foto com Cristiano, para passar uma mensagem.
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Apesar das fortes restrições do país-sede, o jornalista italiano Fabrizio Romano disse que o homem que entrou no campo não teve “maiores consequências” após a invasão. Esta foi a primeira invasão ocorrida no Mundial do Qatar. Vale lembrar que a homossexualidade é considerada crime no país.
O italiano Mario Ferri, que invadiu o gramado do estádio Lusail durante Portugal 2 x 0 Uruguai, foi liberado pela polícia do Catar após assinar um termo de que não repetiria o ato. Ferri, que correu por um campo famoso de futebol pela 11ª vez, portava a bandeira LGBT+ e mensagens de solidariedade à Ucrânia e às mulheres iranianas. No dia seguinte, ele foi banido da Copa do Mundo.
Ele circulava pelos arredores do Lusail horas depois da partida e disse que foi bem tratado pela polícia catari. E mais. Afirmou que teve um encontro com o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
– Escolhi o melhor cenário para mandar as mensagens. Quando me prenderam, o Infantino (presidente da Fifa) desceu e perguntou “Por quê? Por quê? Por quê?”. Ele se lembrava das outras (invasões em) Copas. Eu disse: porque jogamos polícia e ladrão. Eu contra 5 mil – disse Falcão.
O italiano tinha ingressos para Irã x Estados Unidos nesta terça-feira, para Brasil x Camarões na sexta e uma partida de quartas de final. Ele prometeu ficar quieto e havia afirmado que iria aos jogos.
– Assinei uma declaração para que eu não voltasse a fazer isso. Mas eles me permitiram ver as partidas. Eu pedi: “Posso ver as partidas?”. Disseram: “Sim, você é bem-vindo. Pode permanecer no Catar. Entenderam bem a mensagem – declarou Mario, que horas depois foi banido pela organização do Mundial.
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A partida em questão teve como desfecho uma vitória de Portugal por 2 a 0 sobre o Uruguai. Os lusos chegaram aos seis pontos e, assim como França e Brasil, garantiram classificação antecipada às oitavas.




